Artigo incluído na revista Volume V :: No.2 :: Dezembro 2009

Importa-se De Repetir...?

Orientações para a avaliação das intervenções visando a prevenção dos Problemas Músculo-Esqueléticos ligados ao trabalho

Fabien Coutarel1, Nicole Vézina2, Diane Berthelette3, Agnès Aublet-Cuvelier4, Alexis Descatha5, Karine Chassaing6, Yves Roquelaure7 & Catherine Ha8
(1) Clermont Université, Université Blaise Pascal
63000 Clermont-Ferrand, France
fabien.coutarel@univ-bpclermont.fr
(2) CINBIOSE, Institut de santé et société, UQAM
Montréal, Canada
vezina.nicole@uqam.ca
(3) Département d’organisation et de ressources humaines, Institut de Santé et société, UQAM
Montréal, Canada
berthelette.diane@uqam.ca
(4) Laboratoire d’Ergonomie et de biomécanique, INRS
Nancy, France
agnes.aublet-cuvelier@inrs.fr
(5) INSERM
Villejuif, France
alexis.descatha@rpc.aphp.fr
(6) Département d’Ergonomie, IDC, Université Bordeaux2
33076 Bordeaux, France
karine.chassaing@ergo.u-bordeaux2.fr
(7) Laboratoire d’Ergonomie et d’Epidémiologie en Santé au Travail, CHU Angers
49933 Angers, France
yvroquelaure@chu-angers.fr
(8) Institut National de Veille Sanitaire
94415 Saint-Maurice, France
c.ha@invs.sante.fr
Resumo

A melhoria das práticas de intervenção constitui hoje um desafio no campo da prevenção dos Problemas Músculo-Esqueléticos (PME) ligados ao trabalho. O desenvolvimento de conhecimentos respeitantes à intervenção em contexto de trabalho constitui dessa forma um desafio em termos de investigação, que convoca a temática da avaliação das intervenções. A pesquisa internacional no campo dos PME concentra grandemente os seus esforços e recomendações na avaliação dos efeitos das intervenções considerando o estado dos sintomas dos trabalhadores afectados e/ou a evolução das exposições. Neste texto, mostramos logo de início que esta orientação supõe a reunião de um certo número de condições importantes, frequentemente difíceis de reunir e geralmente subestimadas. Propomos que sejam levados em conta factores relativos à actividade de trabalho e às margens de manobra dos salariados ─ como critérios complementares da avaliação ─ sublinhando sempre a necessidade de esforços para torná-los operacionais. Num segundo momento, recordamos que a avaliação dos efeitos de uma intervenção é insuficiente para o desenvolvimento de conhecimentos sobre a intervenção em si: este supõe necessariamente a descrição precisa do processo de intervenção e a consideração do contexto do seu desenvolvimento. Enfim, a discussão sublinha o facto de que, na nossa perspectiva, a avaliação das intervenções constitui um projecto em si, que contribui directamente para a transformação do trabalho.

Palavras-chave problemas músculo-esqueléticos ligados ao trabalho; avaliação da intervenção; critérios de intervenção em investigação.