Dossier Temático
Condições para um desenvolvimento durável dos sistemas de trabalho dos países emergentes: Exemplo de três empresas na Tunísia
Laboratoire d’Ergonomie
Centre de Recherche sur le Travail et Développement (CRTD)
41, rue Gay-Lussac, 75005 Paris, France
tahar-hakim.benchekroun@cnam.fr
raouf_ghram@yahoo.fr
catherine_fournier20002000@yahoo.fr
francis.six@univ-lille3.fr
Laboratoire de Médecine du Travail et d’Ergonomie
Avenue Avicenne
5019 Monastir; Tunisie
mohamed.akrout@rns.tn
Durante a globalização da economia e das trocas comerciais, os denominados “países emergentes” assistiram a uma multiplicação das empresas e a um aumento das taxas de empregabilidade. A antropotecnologia demonstrou já os falhanços de muitas transferências de tecnologia de países do “Norte” para países do “Sul”, durante as décadas de 80 e 90 do Sec. XX. O que é feito destes movimentos hoje em dia? Serão as deslocalizações acompanhadas de novos desafios e processos como esses de transferência de tecnologia? Essas evoluções tiveram um impacto directo na estrutura e na organização das empresas, produzindo níveis de desenvolvimento diferentes no que respeita ao espectro da gestão quando comparado com os domínios da organização e da execução. O “sucesso” do nivelamento nos mundos financeiro, do marketing e da gestão, de acordo com os critérios em vigor nos países desenvolvidos, contrasta com o mundo da produção e da execução, que continua a conhecer situações fortemente contrastantes em termos de fiabilidade técnica e organizacional e de condições de trabalho deterioradas, comportando riscos importantes para a saúde, a segurança, a precariedade do emprego e o desenvolvimento de competências. Agir sobre os desequilíbrios entre essas duas esferas que coexistem sem trabalharem juntas e que “clivam” a empresa em duas partes distintas e distantes constitui, para nós, um dos maiores desafios para o desenvolvimento durável dos sistemas de trabalho.
